terça-feira, 22 de novembro de 2016

Sopão Vegano

Hoje vou falar sobre um projeto mega legal e que precisa de ajuda sempre! Mensalmente no Rio de Janeiro aos terceiros sábados do mês, acontece o "sopão" (entre aspas porque nem sempre é sopa) vegano um trabalho voluntário para pessoas em situação de rua.




















Através da doação de alimentos pré estabelecidos, vários voluntários se reúnem e se dividem em três turnos!
O primeiro é para cozinhar, o segundo para limpar e empacotar, e o terceiro para distribuir.
O cardápio fixo, básico é o risoto com leite de côco e um grão(ervilha, lentilha...) com legumes!

Essas são todas as refeições já embaladas e empacotadas

Os legumes são separados e higienizados pra preparar o prato

O prato que mais sai é risoto, que vai vários legumes e leite de côco <3

A galera do terceiro turno coloca tudo no carro e parte pra distribuição

Mala cheia!

Voluntários empenhados <3


Reaproveitamos todo o tipo de embalagem para distribuir as refeições




Precisamos de mais doações e principalmente mais voluntários para participarem!
Esse projeto vem persistindo e resistindo, para ajudar essas pessoas!
Para saber mais, entre em contato com a página do Sopão Vegano no facebook.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Almoço garantido!

Oi gente, tudo bem? Vim aqui divulgar pra vocês o meu projeto que comecei há dois meses atrás, que é vender quentinha no horário do almoço.
Pra quem não sabe, eu tenho um buffet de comida vegana. Faço festas, casamentos, batizados.. e tudo mais. E sempre tive vontade de vender comida na hora do almoço mas sozinha nunca iria dar conta. Eis que com a ajuda de dois amigos da faculdade, eu consegui tocar pra frente a ideia de vender comidinhas veganas no horário do almoço a um preço acessível!
O cardápio é renovado a cada duas semanas, sempre com maravilhas para serem devoradas! 


Essa é a foto da feijoada de uma cliente querida, Flávia Barreto, como a quentinha chega e como ela fica no prato ♥














Cada uma das quentinhas custam R$12,00 e não tem taxa de entrega! Os pedidos podem ser feitos até 23h do dia anterior, e as entregas são realizadas no período de 11:30/13:30
Atende algumas áreas da Zona Sul e Centro da cidade do Rio de Janeiro!

Pra mais informações, só mandar um inbox pra página, ou email :)

Email: bananabuffetvegano@gmail.com

sexta-feira, 11 de março de 2016

Nina Simone - Resenha do documentário "What Happened, Miss Simone?"

























Hoje eu assisti o documentário "What Happened, Miss Simone?" e confesso que estou emocionada.
Eu não sei por onde começar a falar, não sei se consigo escrever tudo o que estou sentindo nesse momento. 
Nina Simone, ou Eunice, como era seu nome de batismo teve uma história de vida "daquelas", todos precisam conhecê-la.

Ela só tinha o sonho de ser a primeira pianista clássica negra dos Estados Unidos
Parecia simples o seu desejo, mas ela cresceu na pior época de segregação racial do país. Desde os 4 anos de idade tocava piano na Igreja, até que um dia uma professora de piano a viu tocar e resolveu lhe dar a oportunidade de ensinar piano e piano clássico em sua escola. Ela cresceu, e era boa. Ela era muito boa. Mas ao tentar entrar na universidade não foi aceita. Só depois que Nina se deu conta que tinha sofrido um ato de racismo.
Naquela época não se falava sobre racismo em casa, havia medo. Todos abaixavam a cabeça porque quem reclamasse da situação era morto. O racismo precisava ser mantido em silêncio.
Mas Nina ainda tinha um sonho, e não tinha dinheiro. E assim como todas nós, precisava se virar de alguma forma e então começou a tocar piano em bares. Mas chegou um momento em que o dono do bar queria que ela cantasse ou caísse fora. Foi aí que cantou pela primeira vez. Perfeita.
Era essa a definição do que ela era. Começou a conquistar o público e fazer um pequeno sucesso...a coisa foi aumentando... aumentando... ela lançou um disco, ela teve seu hit, ela foi pra programas de Tv, a Nina era uma artista famosa.

Resumi bem superficialmente a primeira fase de sua vida. Você precisa entender que a Nina nessa época, era o bibelô perfeito de pessoas brancas. Ela tinha um puta talento, ela era carismática, ela fazia o que todos queriam que ela fizesse. A sociedade branca e racista a aceitava porque ela cantava bem, e cantava letras que serviam pra eles.
Nesse período, ela encontrou Andrew, eles se casaram tiveram uma filha e ele largou o emprego na polícia para virar empresário dela. 
Me recuso a dar detalhes a mais sobre esse cara. Tudo que você precisa saber é que: ele gerenciou os negócios dela, alavancou a carreira dela, e também a espancava, a estuprava, a manipulava e nas entrevistas com a cara mais sínica do mundo dizia que a Nina acabou com tudo que ele havia construído.

Sim. Ela era abusada por ele. Sim, ela foi estuprada por ele. Sim, ela levava socos dele. Sim, ela amava ele. Nina estava num completo relacionamento abusivo, mas não se deu conta disso antes.

Ela não se calou diante do que precisava ser dito
Mesmo com esse relacionamento difícil com o marido, e aparentemente a vida artística perfeita, parecia que faltava algo. Foi então quando o episódio de quatro crianças negras assassinadas em um atentado na Igreja em Alabama fez a Nina soltar a voz!


Foi naquele momento que Nina decidiu o que ela queria pra vida dela. O país estava em guerra. Ou ela continuava a sua carreira servindo a Casa Grande, sendo um verdadeiro espetáculo para a sociedade branca racista, ou ela se empoderava e dava força ao movimento negro. Nina não pensou duas vezes em se empoderar. Contava nas músicas a sua realidade, o sofrimento de sua vida, o sofrimento de um povo. Fazia música de preto pra preto, fazia música pra reconhecermos nossas raízes!
É bem previsível de imaginar o que rolou, certo? As portas se fecharam para a Nina. COMPLETAMENTE!
Continuou até o fim com o seu propósito, acreditava que era possível fazer uma revolução.

O mais engraçado, é que podemos fazer uma pequena comparação com a atualidade:
- Nina sempre foi a queridinha da sociedade branca por sua bela voz e letras legais.
- Beyonce sempre foi a queridinha da sociedade branca por sua bela voz e letras legais.
- Nina lança uma nova música assumidamente em apoio ao movimento negro e os racistas piram, acabam com toda a oportunidade dela na vida.
- Beyonce lança uma nova música assumidamente com orgulho de sua raiz negra, e as feministas brancas racistas piram, dizem que não tinha necessidade, a galera acha o maior exagero, acha que a Beyonce enlouqueceu, ÇOCORRO, QUEEN BEE É NEGRA!!
E o que vão fazer agora? Fechar as portas pra maior diva do hip hop/pop de todos os tempos? Em pleno século 21? HAHAHAHAHAH não! Os programas racistas vão ter que aturá-la cantando Formation no estúdio. A Beyoncé já tem uma reputação. Já artistas negros que falam sobre negritude desde o princípio de sua carreira são apagados pela indústria musical e mídia. Nem sabemos quem são, e quando sabemos, são taxados de loucos, exagerados e radicais. Exemplo: Azealia Banks.
Em pleno 2016, falar abertamente sobre temas raciais, quando não se é muito famoso, ou não é branco, é visto como exagero.
Em 1963, quando o racismo era na lata, a segregação rolava solta, e brancos só se misturavam com negros pra pagarem de bonzinhos, a Nina falar sobre racismo abertamente foi vista como radical.
Depois dessa música, ela não fez mais uma, mas sim várias músicas que falavam sobre racismo, revolução racial e empoderamento negro.























Participou do grupo Panteras Negras e acreditava que o negro deveria fazer o que fosse necessário para conquistar a sua liberdade, e isso podia incluir o uso da violência. Ela reafirmou esse discurso após Martin Luther King ter sido assassinado, um dos líderes do movimento negro que acreditava na paz e serenidade para com os brancos, e que repudiava atos violentos.
Nina disse: Eu não sou não violenta, ok?

Ninguém a compreendia
Ao mesmo tempo que ela era uma mulher forte, toda essa situação a desgastava. Ela estava perdendo todo o seu dinheiro, ninguém mais a contratava com medo dela cantar temas raciais e ela começou a ter sérios problemas de depressão, transtorno de bipolaridade e pensamentos de suicídio.
No auge do seu desespero, ela largou tudo e foi morar na Libéria, África. Ela afirma terem sido os melhores anos de sua vida. Ela havia encontrado a felicidade.
É impressionante como no documentário, os entrevistados, por mais que fossem amigos da Nina, se referiam a ela como se ela fosse uma espécie de louca varrida simplesmente por correr atrás de sua felicidade, por viver coisas difíceis e não saber lidar com isso.
Todos os transtornos que a Nina teve, foi culpa do marido, foi culpa da sociedade racista. Ela precisava de ajuda, e tudo que as pessoas sabiam dizer era "Cadê a nossa Nina de antes?".

Mas os seus dias de felicidade foram se acabando! Ela estava sem grana alguma, levou sua filha pra morar com ela, mas acabava maltratando-a e as vezes a humilhando em público até o dia em que ela fugiu pros Estados Unidos e foi morar com o pai. Nina já estava sofrendo as consequências graves das marcas do seu passado, e isso causou o transtorno de bipolaridade, que só foi compreendido pela filha futuramente.
Ela tava ferrada, precisava de grana, então começou a viajar novamente na tentativa de fazer shows, mas ela não estava mais conseguindo cantar da mesma forma que cantava. Ela parou em bares de quinta categoria por alguns trocados e morava num apartamento horrível. Nina precisava de ajuda.
No fim, amigos conseguiram que ela voltasse a ativa, ela foi diagnosticada com bipolaridade, tomava remédios, fazia shows, recuperou seu sucesso, mas a pergunta fica: ela tava feliz?
No documentário é possível compreender que ela apenas cedeu ao que precisava pra evitar mais problemas.


























E foi isso. As pessoas reconheceram o talento e a força da Nina tarde de mais, talvez ela tenha partido sem nem saber a grande mulher que foi.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Assado de jaca

Assado de jaca com arroz e abóbora com tofu

Eu simplesmente amo essa receita! 
Tudo o que você precisa é de uma jaca! Não importa se ela ta verde ou madura, se ela é mole ou é dura, o que importa é que ter uma jaca já é o suficiente pra essa receita conquistar o teu coração!

Você sabe como preparar carne de jaca? Se você nunca fez isso antes, aconselho a assistir esse vídeo:


Vamos aos ingredientes:
  • Jaca
  • Cebola
  • Pimentão
  • Salsinha 
  • Orégano 
  • Sal 
  • Pimenta do reino
  • Molho de tomate
  • Shoyo
  • Limão
Modo de preparar:
Passe óleo nas mãos e na faca que vai utilizar, corte a jaca em pedaços e coloque na panela de pressão. Uma dica que meu amigo Ruan me deu foi passar óleo na parte de dentro da panela que não tem água, e na tampa também. Ninguém dá essa dica, mas acredite, ela é essencial pra você não perder a sua panela de fazer o feijão de cada dia!
Deixe cozinhando por uns 15 a 20 minutos depois que pegar pressão, e depois desfie. O bom dessa receita é que você pode aproveitar quase toda a jaca! Só retiro a casca verde e as sementes, o resto eu uso. Diferentemente de uma jaca preparada pra fazer uma coxinha, por exemplo, você precisa só da parte desfiada que se assemelha a frango.




































Depois misture todos os ingredientes, para temperar a jaca. Se quiser você pode usar molhos de sua preferência. Como eu disse antes, essa receita dá certo com qualquer tipo de jaca. Verde ou madura, porque se ela tiver verde, você coloca vários temperos e vira sucesso, meio madura, fica com um toque agridoce, usando o molho barbecue então, fica dos deuses!
Mole ou dura, porque não importa a consistência, como ela junta toda pra fazer esse assado, no final das contas dá certo!
Aí você coloca tudo num refratário untado com azeite, e por cima coloca um molho de tomate com shoyo.
Deixa assando por uns 30/40 minutos, ou até ficar uma casquinha em cima, e está pronta!
Aqui a foto de como ela fica depois de alguns pedaços retirados hehe




























Espero que gostem, beijos!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Hareburguer: Fast Food OvoLactoVegetariano

Oi gente, tô sumida né? Bem, eu tava sem computador, mas agora voltei o/
Hoje vou falar um pouquinho do Hareburguer! 
Ele sempre existiu. Fato. Mas nunca tinha opções veganas. Essa lanchonete foi criada com o propósito de levar lanches saudáveis para as pessoas, e não sem crueldade animal. Então o pão levava ovo na composição, o hambúrguer levava ovo, enfim, não tinha nem como adaptar um lanche vegano, ou realmente vegetariano (sem nenhum ingrediente de origem animal).
Depois de muuuuitos pedidos para que colocassem algo vegano, o Hareburguer mudou! Lançou um queijo vegetal, trocou todos os pães e hambúrgueres da casa para que todos os lanches pudessem ser adaptados para veganos. Além de ter lançado um hambúrguer "Quinoa Vegano" que é estritamente vegano.
Então a casa ainda vende lanches com queijos de origem animal, mas todos eles podem ser trocados para o queijo vegano.





















Fui com uns amigos no início do mês, pra ver qual era e gostei, da pra quebrar um galho! O preço é interessante, só o hambúrguer tem preços que variam de R$13,90 entre R$15,90 e os combos não passam de R$25,00. Mas como eu disse, a pegada da lanchonete é ser saudável, então nada de fritas e nem refri. Só banana chips (que parecesse muito batata eu não sei que mágica é essa) ou chips de beterraba e suquinho sem açúcar (pra quem ama açúcar como eu, indico o suco de uva integral que fica bem gostoso). E como o hambúrguer de soja é assado, ele fica um pouquinho sem gosto, mas fica interessante com a combinação dos molhos!





















Experimentei o de shitake e gostei. Bom, o gosto do cogumelo predomina, então quem ama shitake não tem erro! Se você quer sair com os amigos e quer um lugar pra comer hambúrguer, indico porque tem um preço super camarada e praticamente similar aos grandes fast foods como Mc Donalds e Bob's! O atendimento é super rápido, o local é bem aconchegante e tem sobremesas veganas também! 

Aqui tem o endereço de todas as filiais - Lojas Hareburguer

Beijo grande a todos <3

sábado, 29 de agosto de 2015

Vamos falar sobre o caso do porcos do Rodoanel?

Uma carreta cheia de porcos que seriam levados para o abate tomba na estrada e deixa centenas de porcos feridos a beira da morte. Ativistas veganos, que são as únicas pessoas no mundo que tem empatia por porcos e não falam "hue hue bacon" viram uma oportunidade de resgatá-los dentro da lei. Usamos como pretexto a lei de vigilância sanitária e muitas negociações com o dono do abatedouro para que os porcos pudessem viver em santuários. Os santuários animais já vivem em condições precárias, pois o número de doações é baixo e a demanda de animais resgatados é muito grande. Então foi criada uma vakinha, para os custos desses porcos resgatados. Em poucas horas, conseguimos a nossa meta, que nem sabíamos ao certo se seria suficiente, pois os porcos precisavam de muitos remédios, comida e água. Isso causou uma revolta tremenda nas pessoas que não eram veganas. Afinal, isso é bem óbvio, pessoas que enxergam porcos como plena mercadoria, vê pessoas doando muito dinheiro pra essa suposta insignificância, é motivo de ficar indignado.
Ou seja, resumindo: 36,1 milhão de porcos são mortos por ano, ativista conseguem salvar 100 porcos devido a um acidente inesperado, fazem uma vakinha às pressas para tentar cobrir todos os custos que surgiram e as pessoas invalidam o nosso ativismo com frases do tipo: pessoas passando fome e tem gente doando dinheiro pra porcos.
Sabe o que isso me lembra? Homofóbicos enrustidos indignados com as pessoas trocando a foto perfil por uma colorida dizendo que temos problemas maiores, como crianças morrendo de fome na África.
Eu te pergunto: O que o cu, tem a ver com as calças?
Se eu apoio o movimento LGBT eu não posso ajudar crianças da África não? Quem disse que eu não ajudo?

Páginas feministas fizeram essa montagem covarde, comparando uma vakinha para porcos com a da Gisele, como se uma causa fosse mais importante que a outra.


E aí, que entra a pergunta mais óbvia: se eu sou vegana e doo 10 reais pra vakinha desses porcos, quem disse que não doei 10 reais pra vakinha da Gisele? Quem disse que se eu não estava sabendo da vakinha da Gisele, imediatamente irei doar e divulgar?

Veganas feministas compartilharam essa montagem problematizando a diferença gigante das duas vakinhas e eu concordei com a problematização, pois não era pra enfatizar que porcos estavam ganhando mais dinheiro que uma mulher, era pra falar o seguinte:
- Quando a gente quer se unir pra ajudar em algo, nada é impossível. A vakinha dos porcos ultrapassou a meta, e depois foi colocada uma maior ainda. Não é desmerecendo a vakinha para os porcos, ou seja, TEM QUE DOAR SIM PARA OS PORCOS. Mas tem que doar também para a Gisele. E o que fica sem resposta é: que veganos são esses que doaram para os porcos? Pensa: se todos esses veganos fossem interseccionais, a vakinha da Gisele não estaria nesse nível.
Até porque, no post em que foi problematizado isso, imediatamente veganos interseccionais disseram "Eu já doei, vamos ajudar gente!" ou "Por favor, alguém me passe o link, não estava sabendo dessa vakinha".

Mas qual foi a maioria esmagadora dos comentários? Vou listar alguns:
- Eu já doo para os animais. Esses hipócritas especistas que doem para os humanos!
- Uma coisa não invalida a outra, que postagem ridícula. Até parece que mulheres não tem ajuda das outras pessoas.
- Os animais já nascem pra morrer! Só nós veganos que olhamos por eles. Pelo menos essa mulher tem pessoas para ampará-la.

VOCÊS ENLOUQUECERAM???????????

Virar vegano é passaporte pra odiar seres humanos? Pior, é passaporte pra dar as costas pra ser humano oprimido?
Mulheres tem ajuda de outras pessoas, SÉRIO ISSO? Desde quando mulheres tem visibilidade na nossa sociedade?
Os animais já nascem pra morrer. Claro. Mulheres, pretos, pobres e LGBTs também.

Algo totalmente aceitável, e que deve ser levado em consideração é: Porque a vakinha da Gisele não tinha sido divulgada? Porque a mídia não deu tanta atenção para a Gisele?
Simples: ainda que muitas mulheres tenham um privilégio sobre esses porcos, ainda são esquecidas pela sociedade.

Umas das frases que me doeu o coração foi: Porque Gisele não nasceu porco?

Eu tenho várias coisas pra dizer sobre essa frase. A primeira, é dizer que ninguém nunca na vida desejaria nascer um porco. Se Gisele fosse porco, já tinha virado feijoada.
Mas eu também me questiono que desespero é esse das mulheres para em um momento de aflição desejar ter nascido um porco, só pra ter tido a atenção que esses poucos porcos tiveram.
É você estar MUITO fudido na sua vida, pra desejar ter nascido um porco.

Nós, mulheres veganas e feministas, compreendemos a dor de todas as mulheres. Mas parece que a nossa dor, não está sendo respeitada.
Nós, não estamos nos sentindo acolhidas pelo movimento feminista em certas ocasiões. A página "Feminismo sem demagogia", chamou Luísa Mel, de "anta de tênis", VELHO QUE FEMINISMO É ESSE???
Pediu desculpas depois, beleza, mas que feminismo é esse que xingou uma mulher protetora dos animais dessa forma?
Ficaram tão indignadas de "perder pra porcos" (não encaro dessa forma, e nenhuma vegana encara dessa forma) que a agressividade tomou conta.
E o que fico mais triste, é que elas não enxergam que existem feministas veganas. Mulheres que combatem machismo dentro do veganismo. Que está a todo custo tentando fazer esse rolê ficar incluso. Porque a gente sabe que na teoria o Veganismo é lindo, mas na prática, ele é excludente. Páginas feministas zombando do nosso ativismo e depois fazendo considerações de que na realidade não estão zombando. VELHO, VOCÊS ESTÃO SIM.

O que mais me corta o coração é o seguinte fator:
Eu fico horas, dias, semanas, meses combatendo racismo, machismo dentro dos grupos veganos, entre os veganos, para que seja acolhido as minorias sociais, para que mulheres veganas que ainda não são empoderadas, se empoderem, sintam-se acolhidas pelo feminismo. Eu tento explicar pra todos os veganos que a gente precisa compreender porque certas pessoas continuam consumindo produtos de origem animal. Tento fazer elas compreenderem que É PRECISO FAZER RECORTE SOCIAL E RACIAL! É preciso compreender porque uma mulher se sente ofendida quando comparada a um animal. É reflexo de uma sociedade especista? É. Mas a gente tem que compreender. A gente tem que saber como iniciar uma conversa com essa pessoa.
Eu tomo todos os cuidados possíveis pra não machucar uma minoria. E eu tô vendo que algumas mulheres feministas que não são veganas não estão ligando pra isso, estão esquecendo que por trás do Veganismo, existem mulheres feministas veganas que as compreendem. Nós compreendemos vocês. Compreendemos vocês.

Deixo aqui o link para a vakinha da Gisele, que está quase atingindo a meta e que já ganhou as próteses de presente para quem quiser ajudar: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-gisele-santos-vitima-de-violencia-domestica

quinta-feira, 30 de julho de 2015